---
title: "Mercado de bebidas não alcoólicas: por que o marketing deve planejar por ocasião de consumo"
url: https://shaper.company/artigos/mercado-bebidas-nao-alcoolicas.html
autor: Bruno Lobo Pinheiro, fundador da Shaper
publicado: 2026-10-26
atualizado: 2026-10-26
descricao: "Com R$ 137 bilhões e alta puxada por águas e funcionais, a categoria pede verba e canal por ocasião de consumo, sem tratar a versão zero como troca do líder."
---

# Mercado de bebidas não alcoólicas: por que o marketing deve planejar por ocasião de consumo

*Por Bruno Lobo Pinheiro, fundador da Shaper. Publicado em 26 de outubro de 2026, atualizado em 26 de outubro de 2026. Fonte: https://shaper.company/artigos/mercado-bebidas-nao-alcoolicas.html*

**O mercado de bebidas não alcoólicas pede planejamento por ocasião de consumo, e não versões zero tratadas como substitutas da linha principal.** A categoria tem valor estimado em R$ 137 bilhões, segundo o [madeinms.com.br](https://madeinms.com.br/noticias/bebidas-sem-alcool-ganham-espaco-nas-prateleiras-dos-supermercados/). O setor lê o crescimento como ampliação de repertório, não como troca, de acordo com o [Meio & Mensagem](https://www.meioemensagem.com.br/marketing/carnaval-tem-consumo-diversificado-sem-tirar-espaco-da-cerveja).

Abaixo estão os números da categoria, quem os publicou e o que muda em verba, canal e posicionamento.

## Bebidas não alcoólicas no Brasil somam R$ 137 bilhões e seguem em alta

O mercado brasileiro de bebidas não alcoólicas tem **valor estimado em R$ 137 bilhões** e ocupava em 2025 a 6ª posição entre os maiores consumidores globais, segundo o [madeinms.com.br](https://madeinms.com.br/noticias/bebidas-sem-alcool-ganham-espaco-nas-prateleiras-dos-supermercados/).

A projeção de volume vem da IWSR: o segmento de bebidas sem álcool deve crescer, em média, 10% ao ano em volume no Brasil até 2028, conforme publicou o [portalin.com.br](https://www.portalin.com.br/news/vinhos-sem-alcool-avancam-no-brasil-e-ja-representam-15-das-vendas-da-freixenet/).

O número de 10% é projeção, não resultado. Mesmo assim, uma categoria desse tamanho com alta prevista em volume deixa de ser aposta de nicho e entra no [plano de marketing](https://shaper.company/artigos/plano-de-marketing.html) do ano.

Para quem decide orçamento, a pergunta não é se a categoria existe. A pergunta é quanto do [orçamento de marketing](https://shaper.company/artigos/orcamento-de-marketing-investimento-correto.html) ela justifica frente à linha principal.

## Águas envasadas e funcionais puxam as vendas da categoria

Um estudo setorial publicado em 2026 pelo Banco do Nordeste indica que águas envasadas e bebidas funcionais são as categorias que vêm favorecendo as vendas entre as não alcoólicas, segundo o [bhbfood.com](https://bhbfood.com/lancamentos/bebida-eletrolitos-wrappd).

Para as funcionais, o mesmo levantamento projeta **crescimento de 57,4% no volume vendido até 2029**.

As bebidas funcionais são o ponto de partida para revisar portfólio e posicionamento. Quem vende hidratação, energia ou bem-estar precisa decidir se a promessa cabe na marca principal ou pede outra marca.

O canal entra na mesma decisão. Uma bebida funcional disputa gôndola, mas também ocasiões ligadas a saúde, e o raciocínio do [canal farmácia como ponto de saúde](https://shaper.company/artigos/canal-farmacia-marcas.html) ajuda a mapear onde essa compra acontece.

## Repertório de consumo: o consumidor alterna bebidas ao longo do dia

Cervejas zero, RTDs com menor teor alcoólico e bebidas energéticas cresceram, juntas, **19,2% em volume entre 2024 e 2025**, segundo a Nielsen, em dado publicado pelo [Meio & Mensagem](https://www.meioemensagem.com.br/marketing/carnaval-tem-consumo-diversificado-sem-tirar-espaco-da-cerveja).

O setor lê esse avanço como ampliação do repertório de consumo, e não como substituição da cerveja tradicional.

Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicerv, diz que a cerveja zero álcool permite "participar com liberdade para alternar escolhas ao longo do dia", segundo o [Meio & Mensagem](https://www.meioemensagem.com.br/marketing/carnaval-tem-consumo-diversificado-sem-tirar-espaco-da-cerveja).

Os motivos de consumo também variam. A popularidade das não alcoólicas vem de fatores que vão de preocupações com saúde a questões religiosas, segundo o [madeinms.com.br](https://madeinms.com.br/noticias/bebidas-sem-alcool-ganham-espaco-nas-prateleiras-dos-supermercados/).

A consequência para a marca é direta: ela disputa ocasiões e motivos diferentes, e uma comunicação só de saúde não cobre todos.

| Leitura do mercado | Papel da versão zero ou funcional | Efeito na verba |
| --- | --- | --- |
| Substituição | Sucessora da linha principal | Tira investimento do líder |
| Repertório | Entrada em outra ocasião do dia | Verba própria, com meta própria |

## Onde marcas de bebida consolidadas erram com a onda de saúde

Marcas de bebida consolidadas erram quando se desesperam antes da hora. Quando eu olho para o mercado de bebidas alcoólicas no Brasil, é inevitável ver o crescimento das opções sem álcool.

Esse mercado ainda não está nem perto de ser abalado pela presença das cervejas zero ou de outras opções. Essas opções, porém, estão crescendo muito: há mercado, há interesse e há consumidor interessado nelas.

No marketing de produtos extremamente consolidados, eu vejo dois cuidados:

1. Não desesperar antes da hora, perdendo a chance de trabalhar de maneira correta os produtos que são líderes e estáveis no mercado.
2. Entender que a nova demanda pode ser uma oportunidade de negócio para um versionamento do produto principal, ou um novo segmento inteiro a ser explorado, aumentando a receita total.

Com produtos líderes, dá para criar outras versões ou outras marcas que atuam como margem de guerrilha, protegendo o mercado e gerando receita como um todo.

As bebidas não alcoólicas crescem, mas as bebidas alcoólicas ainda são uma indústria muito forte. Nós, como marqueteiros, temos que entender qual é a hora de investir e apostar em surfar uma onda nova.

Cada um toma essa decisão com calma e com base nos dados de estudo de mercado que tem.

## O que o gestor de marketing faz com esses números

O gestor de marketing que atua em bebidas tem uma decisão clara: planejar por ocasião de consumo. O primeiro passo é mapear em que momentos do dia a marca quer entrar e por qual motivo o consumidor escolhe a bebida naquele momento.

Com esse mapa, verba e canal deixam de ser divididos por produto e passam a ser divididos por ocasião. A linha principal mantém o investimento que sustenta a liderança, e a versão zero ou funcional ganha orçamento próprio, com meta própria.

As funcionais merecem prioridade nessa revisão, porque o estudo do Banco do Nordeste projeta alta de 57,4% no volume até 2029, segundo o [bhbfood.com](https://bhbfood.com/lancamentos/bebida-eletrolitos-wrappd). Cervejas zero, RTDs e energéticos, com 19,2% de crescimento conjunto em volume entre 2024 e 2025 segundo a Nielsen, reforçam a leitura do setor de que o consumidor amplia o repertório ([Meio & Mensagem](https://www.meioemensagem.com.br/marketing/carnaval-tem-consumo-diversificado-sem-tirar-espaco-da-cerveja)).

O briefing da agência precisa nascer desse mapa: ocasiões, motivos e papel de cada produto no portfólio. Antes de aprovar o plano, confira se a agência sabe responder a essas perguntas, critério que entra em [como escolher uma agência de publicidade](https://shaper.company/artigos/como-escolher-uma-agencia-de-publicidade.html).

## Perguntas frequentes

### Quanto vale o mercado de bebidas não alcoólicas no Brasil?

O mercado brasileiro de bebidas não alcoólicas tem valor estimado em R$ 137 bilhões, segundo o madeinms.com.br. Em 2025, o Brasil ocupava a 6ª posição entre os maiores consumidores globais dessas bebidas.

### Quanto o mercado de bebidas sem álcool vai crescer no Brasil?

Segundo dados da IWSR, o segmento de bebidas sem álcool deve crescer, em média, 10% ao ano em volume no Brasil até 2028. O número é uma projeção, não um resultado já medido.

### Quais bebidas não alcoólicas mais crescem no Brasil?

Um estudo setorial do Banco do Nordeste, publicado em 2026, aponta águas envasadas e bebidas funcionais como as categorias que favorecem as vendas. Para as funcionais, a projeção é de crescimento de 57,4% no volume vendido até 2029. Segundo a Nielsen, cervejas zero, RTDs com menor teor alcoólico e energéticos cresceram, juntos, 19,2% em volume entre 2024 e 2025.

### A cerveja zero substitui a cerveja tradicional?

Segundo o setor, o crescimento de cervejas zero, RTDs com menor teor alcoólico e energéticos não é de substituição da cerveja tradicional. O movimento é de ampliação do repertório de consumo, com o consumidor alternando escolhas ao longo do dia.

### Como planejar o marketing de uma bebida funcional?

O planejamento parte das ocasiões de consumo e dos motivos de escolha, que vão de saúde a questões religiosas. Verba e canal são divididos por ocasião, e a versão funcional ganha orçamento e meta próprios, sem tirar investimento da linha principal.

**Bruno Lobo Pinheiro** é fundador da Shaper, consultoria de inteligência estratégica para agências e departamentos de marketing e comunicação. Tem 16 anos de mercado e atuou como Head de Estratégia na LOLA/TBWA, com passagens pelas agências Lew'Lara, Dentsu e Isobar, atendendo contas como Samsung, Nivea, Banco do Brasil, Azul Linhas Aéreas e KFC. Foi premiado em festivais internacionais como Cannes Lions, Effie Awards, Clio e El Ojo de Iberoamérica.
